Antes dessa viagem eu achava que a melhor forma de se fazer turismo seria sempre por conta própria, sem agências ou guias, com maior liberdade e preços menores. Isso pode até ser verdade na Europa, onde os transportes públicos são eficientes e as informações estão disponíveis, ou mesmo no Brasil, onde já sabemos o que esperar e não encontraremos muitas dificuldades. Mas em países com pouca infra-estrutura como Bolívia e Peru (não, o Brasil não está atrasado nesse ponto!), ser independente pode ser uma tremenda fria. Os serviços disponíveis à população são de péssima qualidade e nem um pouco confiáveis. Além disso, aqueles que não trabalham com turismo não fazem a mínima questão de ser simpáticos com o turista ou de auxiliá-lo. Resumindo: quando viajar para um desses países, esteja sempre perto de outros turistas! Os ônibus são melhores, você será bem tratado e o melhor de tudo: mesmo assim será barato. E em todas as cidades turísticas há uma centena de agências de turismo que prestam serviços praticamente idênticos, o que nos deixa livre para escolhermos pelo preço e pela simpatia do atendente. Em La Paz a nossa escolha foi a "Alberth Tours". Os preços dela eram bons e os atendentes muito agradáveis, não se importando com o nosso portunhol meia-boca ou com nossas inúmeras perguntas. Com eles fechamos o passeio a Tiwanacu para o nosso segundo dia em La Paz. Foi na sorte, mas não nos decepcionamos. Tudo correu perfeitamente e o guia no passeio era muito bom.
Às 08:00 do dia seguinte um rapaz nos "buscou" no hotel para irmos até a van que estava há uma quadra dali (geralmente em todos os passeios o motorista nos pega e nos deixa no hotel). O transporte com o guia custou 50 bolivianos por pessoa (cerca de 12 reais) e a entrada ao sítio arqueológico mais 80 bolivianos (20 reais). Essa entrada eu achei bem carinha, principalmente se comparada ao preço de tudo mais na Bolívia.
No caminho paramos em um mirante para apreciar mais uma das lindas faces dos Andes.
Com um barquinho como esse aí em cima historiadores acreditam que os antigos povos dessa região tenham chegado à Polinésia!
Já no sítio arqueológico a impressão que tivemos é de que ainda há muito a ser feito. Muitas ruínas ainda estão cobertas por terra ou já se deterioraram pela ação do tempo ou do homem. Várias construções foram destruídas pelos espanhóis para que as pedras fossem utilizadas naquela igreja que se pode ver no canto direito da foto.
No momento estão sendo feitas pesquisas e escavações no local, mas o que o guia nos disse é que o governo boliviano não tem dinheiro para investir. Esse é um dos motivos do aumento do preço da entrada. Mesmo assim Tiwanacu é impressionante e imperdível.








