Diamantina não é uma daquelas cidades com diversos lugares turísticos em que “temos” que bater ponto. Existem museus, mas não são eles o carro-chefe da cidade e não é para vê-los que você irá até lá. Talvez os turistas mais apressados possam se perguntar “Qual é mesmo a próxima atração?”. Essas pessoas provavelmente ficarão entediadas. É preciso ir com calma, vivenciar um pouquinho o lugar. Observar o ritmo tranqüilo dos universitários que sobem e descem as ladeiras parando para tomar sorvete ou bater papo. Ou sentar nas escadarias das igrejas e acabar se familiarizando com o rosto dos motoristas que procuram, incansavelmente, uma vaga para estacionar.
Há também várias opções de passeios, grutas e cachoeiras, para quem quiser ter contato com a natureza, ou pequenos vilarejos, como a Vila de Biribiri, para quem deseja mais tranqüilidade. Nós estávamos em um momento mais urbano e nos contentamos em ficar apenas na cidade.
Minha ocupação preferida era ficar observando as lindas casas espalhadas por todo o Centro Histórico e tentar descobrir sua finalidade. Algumas se transformaram em lojas, restaurantes e hotéis, outras são repartições públicas, mas a maioria delas são casas particulares, antigas por fora e modernas por dentro.

Um dos motivos pelos quais Diamantina é tão encantadora é a quantidade de flores espalhadas pela cidade. Reparei que enormes roseiras são bastante comuns na região e assim a maioria dos jardins são ornamentados com lindas rosas. Já no Centro Histórico, onde os jardins são mais raros, as pessoas se arranjam como podem e transformam as janelas e sacadas em belíssimos canteiros.