Durante esses seis meses ela conheceu um bom pedaço do Velho Mundo. A lista é extensa: Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Áustria, República Checa, Eslováquia, Hungria... (Faltou algum, Maisa?)
Eu bem que sugeri que ela criasse um blog para que pudéssemos acompanhar suas viagens e também matar um pouquinho a saudade, mas ela não se rendeu ao mundo blogueiro. Ao invés disso, ela me trouxe um presente lindo: um diário de viagem (e de idéias, e sentimentos...) escrito de próprio punho. Literalmente.
Usando suas palavras, ela não queria me trazer de lembrança "apenas um chaveirinho da Torre Eiffel ou um imã de geladeira do Coliseu". E o livrinho, escrito na maior parte de tempo enquanto ela aguardava a saída de algum trem na estação, narra suas impressões sobre diversas cidades pelas quais passou, suas divagações a respeito da História e seus sentimentos em relação a esse mundo novo que descobriu. Senti como se estivesse caminhando com elas às margens do Rio Sena, assistindo o pôr-do-sol na Piazzale Michelangelo em Florença ou admirando as obras de Gaudi em Barcelona. Além da demonstração de carinho, o livrinho pode ser um ótimo guia de viagem com suas informações preciosas. Fica aqui uma amostra:
"O Coliseu é tudo aquilo que dizem: grande e emocionante! O ticket de entrada (12 euros) vale também para o Palatino (onde os imperadores moravam) e as ruínas do Forum Romano."
"Teve um lugar bem legal que eu fui em Roma, é um bairro moderno construído por Mussolini, a sigla é EUR. Lá tem uma construção que é o Coliseu Quadrado e dizem que a Basílica de São Pedro moderna."
"Gaudi consegue aliar brilhantemente arte, arquitetura, engenharia, religião, natureza, amor, alegria, admiração! Paguei 12 euros na Sagrada Familia e paguei feliz por saber que estava contribuindo para a humanidade ao ajudar a construção da igreja que começou a sei lá quantos anos e vai acabar, talvez, daqui a 70 anos!"
"Madri é frenética! Pensa numa cidade que não para! Aliás, que para, mas só na hora da siesta! E como ela morre na siesta! Lá também é bom porque não é tão caro e dá pra fazer uns bons esquemas, tipo o Museu Reina Sofia é grátis no fim de semana e o Museu do Prado é grátis todo dia das 18-20h. Dá pra todo dia dar uma passadinha por lá!"
"Paris é charmosa, linda, cara. Transporte público funciona, mas é meio sujo, velho e com muito mendigo. Mas quando você sai da estação e vê o Sena e todos aqueles prédios antigos lindos tudo fica bonito de novo!"
"Fundamental no Louvre é o áudio-guia, não só para ouvir as lições artísticas, mas principalmente para conseguir se localizar lá dentro! Com o áudio-guia na mão tudo é mais fácil, você seleciona a rota e ele te leva lá!"







