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Cancun, por Renata Scotti

Cancun

Hoje o Viaggiando tem uma  convidada especial: a Renata. Vocês já ouviram falar dela no post sobre Brasília, mas hoje ela está aqui para nos contar sobre sua recente viagem (sozinha!) para Cancun. Aproveitem! :-)

Cancun é uma cidade americana que fica localizada, por acaso, no México. Falei errado? Não, a cidade é completamente adaptada para o público americano mesmo. Não sei a estatística oficial, mas me pareceu que pelo menos 70% dos turistas eram americanos. Todos os mexicanos que trabalham lá falam inglês, e me surpreendi com o nível. Tanto que só arrisquei meu portunhol umas duas vezes, no restante do tempo achei mais fácil falar em inglês mesmo. O dólar é quase a moeda oficial. Nas lojas, os vendedores perguntam se você quer o preço em dólar ou peso. Claro que se você pagar em dólar, eles aumentam um pouco a cotação do dia, e se pagar em espécie, geralmente o troco será em pesos. Até no ônibus circular da cidade pode-se pagar com dólar.

A razão de haver tantos americanos lá é óbvia. Além da proximidade, tudo é muito barato (principalmente para quem ganha em dólar). Os mexicanos ganham muito pouco, ouvi dizer que uma camareira ganha USD 6 por dia, não sei se é verdade. Por isso, todo mundo dá gorjeta o tempo todo, para camareiras, garçons, motoristas, guias turísticos, artistas, etc.

Optei por um resort all-inclusive. É o melhor jeito de aproveitar a estadia. Comida e bebida variada 24 horas por dia, à vontade. A maioria dos resorts e hotéis ficam na Zona Hoteleira, que é um trecho fino de terra, onde de um lado está o oceano e do outro está uma lagoa. Peguei um quarto com vista para o mar e recomendo, não conseguia cansar de olhar para ele! Fui no começo de dezembro. É inverno no hemisfério norte, então as temperaturas estavam amenas. De dia, fazia cerca de 25˚C. Porém, às 15:00 o sol já estava fraco (o pôr do sol era às 17:00), e o vento me impedia de ficar mais tempo na espreguiçadeira. À noite esfriava, chegava a fazer 16˚C. Abaixo, algumas fotos do resort e da vista da praia.

Vista da praiaSem comentários!Piscina do hotel

Como fiquei uma semana lá, aproveitei para fazer dois passeios. O primeiro foi para Isla Mujeres, uma ilha que fica pertinho da cidade. Comprei a excursão diretamente na agência de turismo que ficava no saguão do hotel. Um ônibus nos buscou no hotel e nos levou para o píer, onde um barco gigante, desses de dois andares, estava nos esperando. Infelizmente, nesse dia o tempo não ajudou, garoou a maior parte do dia. Mesmo assim, os americanos se animaram a fazer snorkeling. Eu preferi ficar no bar, e quando o tempo abriu, fiz o tour básico.

A ilha tem esse nome por causa da deusa da fertilidade dos maias. Antigamente, havia um templo no local, porém ele foi destruído pelos espanhóis. Reza a lenda que a mulher que tocar no templo fica propensa a engravidar. Hoje, a ilha exibe, perto das ruínas, esculturas doadas por artistas do mundo inteiro. Também tem um comércio com souvenires e arte mexicana, além de várias atividades, como tirolesa, snorkeling, nadar com os golfinhos e passeio de bicicleta. O pacote, que custou USD 55, também era all-inclusive, e somente a tirolesa e nadar com os golfinhos não estavam inclusos.

Isla MujeresTemplo da deusa da fertilidadeDeusa da fertilidadeIsla Mujeres

O segundo passeio que fiz foi para Chichen Itza, um sítio de ruínas maias que está bem preservado. Esse passeio comprei pela internet antes de ir, e não quis apreçar em Cancun quando cheguei, portanto não sei se fiz bem em comprar antecipadamente. Custou USD 65 e incluía transporte do hotel e para o hotel, entradas para todos os lugares que visitamos, e o almoço. Água e chá/café eram servidos de graça no almoço, mas qualquer outra bebida era à parte. Recomendo muito esse tour. A tecnologia utilizada pelos maias é impressionante, assim como a noção avançadíssima deles de matemática e astronomia.

Começamos por uma gruta onde havia uma piscina natural. Os maias tinham algumas superstições a respeito dessas piscinas. Alguns corajosos entraram na água (gelaaaaaaada). Em seguida, passamos por uma vila do interior do México. O tempo inteiro, o guia ia falando no microfone dentro do ônibus, em inglês e em espanhol, dando informações sobre os nativos e a cultura. Paramos para comprar prata, que é praticamente o produto típico do México, em um comércio pré-designado. Não vale a pena. Era um lugar que se aproveitava de turistas mesmo. Depois, paramos no restaurante para o almoço. Buffet mexicano (foi bom, pois eu já estava com saudade de comer feijão!), com direito a um showzinho de mexicanos cantando e dançando, para, em seguida, ficar esperando gorjetas.

E, finalmente, chegamos a nosso destino: Chichen Itza. O guia nos separou em dois grupos: os que falam inglês e os que falam espanhol, para otimizar. Fomos andando com ele nos principais monumentos, escutando as explicações, e depois ele nos deu uma hora livre para passearmos e vermos o restante (a reserva é gigante) e fazer comprinhas, pois para todo lado haviam maias vendendo arte, lembrancinhas e jóias de prata. Nesse lugar sim, vale a pena comprar. Depois, uma viagem de duas horas e pouco e eu estava no hotel novamente.

Gruta maiaChichen ItzaChichen Itza

Nos outros dias, curti as áreas de lazer do resort, caminhei pela praia admirando a vista e fui algumas vezes ao centro da cidade. Os shoppings são ridiculamente caros e ostentativos. Mesmo os americanos com quem fiz amizade achavam as coisas caras, preferiam comprar nos EUA. Qualquer compra que se queira fazer, faça no free-shop! Agora, caso se interesse por bijoux, há vendedores nas praias e na rua, que afirmam estar vendendo prata. São colares e pulseiras por USD 10. Obviamente não são de prata, não sei dizer nem se são banhados a prata. Mas são bonitos. Eu mesma só não comprei porque acabaram meus dólares!  :-)

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