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Grande Hotel e Termas de Araxá

Minha história com o Grande Hotel de Araxá já é antiga, mas, infelizmente, durante muito tempo não passou de uma paixão platônica. Durante o tempo em que morei em Uberlândia, estive em Araxá algumas vezes e em uma delas, em 2006, cheguei a visitá-lo, mas apenas por fora. Ver de perto aquele prédio suntuoso despertou em mim uma enorme vontade de percorrer seus corredores e enormes salões.  Ao mesmo tempo, não encontrei uma ocasião suficientemente importante que me convencesse a bancar a hospedagem, que nunca foi barata. E quem acompanha o Viaggiando com certeza já sabe que adoro viajar, mas que não costumo pagar por uma diária o que pago por um mês de aluguel… ;-)

O tempo passou e eu acabei me mudando de Uberlândia, tão pertinho de Araxá, sem ter me hospedado o Grande Hotel. Até que em outubro alguém ouviu minhas preces e  o Peixe Urbano lançou uma promoção em parceria com o o Grande Hotel. 51% de desconto??? É claro que eu não pensei nem um segundo antes de comprar!

A promoção nos deu direito a uma diária que poderia ser usufruída até junho de 2011, com algumas restrições de datas, como feriados. Eu sempre prefiro baixa temporada, locais mais vazios, mas como nos próximos meses já temos algumas viagens agendadas, preferimos  reservar a diária para dezembro. A reserva foi feita por e-mail em contato direto com o hotel e foi tudo muito fácil e tranquilo.

O Grande Hotel e Termas de Araxá, inaugurado em 1944, pertence ao governo de Minas Gerais e em 2010 a administração passou do Ouro Minas para o Grupo Tauá.  Não sei como era o hotel antes, mas tudo que vi agora me agradou bastante. Começando pelo atendimento. Nunca fomos tão bem recebidos em qualquer outro lugar! Do estacionamento ao restaurante, passando pelos atendentes no balcão e carregadores de malas, o que mais encontramos foram sorrisos. Confesso que fiquei surpresa. As pessoas não eram simplesmente educadas, elas pareciam estar o tempo todo bem-humoradas, felizes com o trabalho que estavam fazendo. E não se trata apenas da famosa "hospitalidade mineira", pois essa eu já conheço muito bem. Sem dúvida alguma o maior diferencial do hotel (e também das termas) é o atendimento espetacularmente cordial.

Mas vamos aos detalhes mais palpáveis! Ficamos em um quarto de categoria superior, que, apesar do nome, é um dos menores e mais simples. Para nós foi mais do que suficiente. Um hall de entrada servia como separação entre o quarto e o banheiro. Os móveis tem cara de antigos, mas o hotel realmente é antigo, né? Ainda assim o quarto é bem confortável.  O banheiro (enorme!) é reformado, então não tenho nada para reclamar.

Nós demos a bobeira de sair de BH após o almoço e só chegamos em Araxá por volta de 17:00. Apesar da diária só começar às 15:00, essas poucas horas que perdemos fizeram muita diferença, pois o que não faltam são opções de lazer. A programação é intensa, tanto para crianças, quanto para adultos. Como chegamos tarde, aproveitamos as últimas horas de sol para um pequeno reconhecimento dos jardins, planejados por Burle Marx.

O passeio pelos jardins foi mesmo pequeno, pois o que o Eduardo realmente queria era  conhecer o prédio.  Essa missão não é fácil! A construção é enorme e a todo momento nos deparávamos com diferentes salões. Fiquei só imaginando as festas e bailes que aconteciam sob os lindos lustres… Ok, ok, eu sei que o Grande Hotel nem é tão antigo assim, mas essa aura de passado sempre me deixa romântica. ;-)

Os corredores que circundam os salões também merecem destaques, porque são um charme. Com vista para a piscina, as cadeiras são um delicioso convite ao ócio. Eu, que não sou muito boa para me situar geograficamente, passava por eles e pelos salões mal sabendo para onde estava indo. Ainda bem que o Eduardo tem um GPS interno melhor do que o meu…

Nesse dia jantamos cedo, o que nos deu a vantagem de encontrar o restaurante bem vazio. A diária inclui pensão completa. A comida estava gostosa e variada, mas as opções de pratos quentes sem carne eram poucas, então fiquei apenas com a entrada e com uma massa. Já o Eduardo passou aperto ao ter que escolher entre o salmão, o filé, o camarão…

O almoço no dia seguinte foi bem ao estilo comida mineira e aí eu passei um pouco de aperto, pois a carne estava na maioria dos pratos. Infelizmente nessa hora eu já havia preenchido o formulário de satisfação, pois gostaria se ter colocado essa observação.

Quanto às sobremesas, estavam deliciosas! Vários doces, tortas e mousses compensaram o pouco que comi durante as refeições. Pena que esqueci de tirar uma foto dessa parte.

Já o café da manhã me conquistou! Tinha tudo que eu gosto! Não sei como vocês chamam, mas eu chamo de quitanda esse monte de rosquinhas, bolos, biscoitos, pão de queijo… Sem contar que havia uma mesa especialmente montada para doceiras como eu! Olhando as fotos agora fico até arrependida por não ter comido mais. rsrs Achei legal também haver a opção de leite integral ou desnatado. ( Eu exagero nos doces mas só belo leite desnatado, tá?) É claro que tinha também aquela sessão de ovos, salsicha e afins, mas tal mesa não recebeu minha atenção.

Após o café da manhã, marcamos um horário para massagem nas termas e enquanto esperávamos demos uma volta em torno do lago. A primeira foto mostra a parte do prédio onde está situado o hotel e a segunda a que é destinada às termas. Os dois prédios são interligados por uma galeria suspensa.

Do outro lado do lago fica a Fonte Dona Beja. Reza a lenda que Dona Beja costumava tomar banho ali e que sua beleza era resultado das propriedades radioativas da água. Se é verdade eu não sei, mas ainda hoje muitas pessoas vão lá encher suas garrafinhas.

A outra fonte, chamada Andrade Júnior, fica em frente à entrada do hotel e eu vou dar uma dica preciosa a vocês: não bebam!!! A água (sulfurosa) é horrível e depois não é nada fácil tirar o gosto horrível da boca. Se bem que tem muita gente que prefere encarar em busca de seus benefícios. Inclusive uma vez um senhor chamou nossa atenção porque falamos que ela era ruim. Então a escolha é de vocês, só não digam que não avisei. ;-)

As termas são um capítulo à parte, começando pelo salão central, absolutamente deslumbrante. Elas são independentes do hotel e podem ser utilizadas mesmo por quem não está nele hospedado. Mesmo que você esteja apenas de passagem por Araxá, vale a pena conhecê-las. As reservas de massagens e tratamentos são feitas de preferência pessoalmente. São diversas opções a parir de R$ 30,00.

Para os hóspedes há alguns (poucos) serviços já incluídos na diária, como o uso da piscina emanatória, coberta e aquecida. Os azulejos que a revestem são pintados à mão e as janelas dão vista para o jardim.

Grande Hotel (80)Grande Hotel (88)Grande Hotel (89)Grande Hotel (92)

Todas, ou quase todas, as massagens são feitas pelo Sr. Roberto, é o segundo funcionário mais antigo do hotel e das termas. Com as mudanças na administração, muitos funcionários são trocados, mas ele continua lá firme! Além de ótimo massagista, foi muito bom bater um papo com ele e conhecer mais um pouquinho da história do lugar através de quem a vivenciou.

Infelizmente só reservamos uma diária e nosso tempo foi muito curto. Desfrutamos muito pouco, quase nada, do que o o hotel oferecia. Ao fim da ótima experiência, fui embora já com vontade de voltar.

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