
É sempre assim. Quando me interesso por algum destino, a primeira impressão que tenho é que basta escolher o dia, comprar a passagem e pronto! Aí começo a pesquisar e vejo que cada lugar se desdobra em infinitas nuances. Mesmo a República Dominicana, um país tão pequeno, nos oferece diversas opções. Como adoro história, com certeza eu gostaria de conhecer sua capital, Santo Domingo. Cheguei a cogitar a um bate e volta até lá, mas a viagem de quase 4 horas desde Punta Cana colocou meus pés no chão e me fez lembrar de que nossa intenção era passar uma semana relaxante e descompromissada na praia. Sendo assim, além do hotel, a escolha da praia era uma das partes mais importantes da viagem. A descrição do Ricardo Freire foi o que me convenceu a ficar em Bávaro: calminha, rasa e transparente. Uma praia ideal para nosso conceito de lua de mel. ;-)
Para quem gosta de ondas, Bávaro não é uma boa opção. Por ser protegida por corais, o mar naquela região é super calmo, parece uma enorme piscina. E você precisa andar bastante para que a água chegue aos seus ombros. Para quem está com crianças ou tem o gosto parecido com o meu, é perfeita! A faixa de areia larga, branquinha e fininha ajuda a compor o cenário.


Minha única decepção foi não encontrar o típico mar azul-bebê que a gente associa ao Caribe. Eu ficava observando a praia em diferentes horários do dia em busca dos tons azulados e às vezes até julgava enxergar o que estava procurando, mas no final encarei a verdade: eu não iria encontrá-lo ali. :-( Mas tudo bem, até que isso não chegou a ser um problema, pois o mar verde-água transparente já deixaria qualquer um satisfeito.



O que também me agradou bastante em Bávaro, mais especificamente na parte que pertence ao hotel, foi o sossego. A praia nunca estava cheia, sempre haviam cadeiras disponíveis e as pessoas eram bem tranquilas. Nada de muito barulho ou confusão. Até as caixas de som eram discretas e integradas à paisagem. A maioria das pessoas passava o dia lendo. Esse era o perfil dos hóspedes não só na praia, mas em todo o hotel. Se esse é o seu estilo, o Barceló Bávaro Palace Deluxe é uma ótima opção, mas se você estiver procurando por mais agito, talvez não.


Ficar no trecho da praia abrangida pelo hotel tem muitas vantagens. Caminhamos um pouco pela praia e tiramos algumas conclusões. Para o lado esquerdo, rumo ao Meliá, basta cruzar a corda que delimita o limite do Barceló para começar a sofrer o assédio dos vendedores. Ficar na "segurança " do hotel é bem mais confortável. Andamos também para o lado direito, que nos pareceu uma área mais deserta, sem hotéis e com algumas propriedades particulares. E aí percebi o quanto a área do hotel é bem cuidada. As algas depositadas na areia pelo mar são retiradas diversas vezes ao dia e a praia é sempre limpa.
No último dia de viagem, resolvi (tentar) acordar bem cedo para ver o sol nascer. Como relógios não combinam com lua de mel, deixei a cortina aberta para que os primeiros raios de sol me despertassem. Perdi os primeiros instantes do alvorecer, mas ainda assim testemunhei um momento especial. A praia estava quase totalmente deserta. A tranquilidade só era quebrada por um funcionário que limpava a praia e um corredor solitário. Valeu a pena acordar um pouquinho mais cedo. Foi impressão minha ou nessa manhã o mar até estava um pouquinho mais azul? :-)









