Norrland – O Retorno (E uma lição sobre seguro saúde)

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NorrlandEu nunca dei muita importância para seguro saúde nas férias. Pura irresponsabilidade, eu sei. É aquela velha história de achar que as coisas só acontecem com os outros. Mas na hora de planejar a viagem para a Europa não pensamos duas vezes, já que o seguro poderia ser exigido na nossa entrada na União Européia. Pesquisamos, comparamos preços e compramos o seguro da World Nomads. Colocamos a apólice junto com os outros documentos, pensando nela como uma mera formalidade, mas, felizmente (ou infelizmente?), a primeira vez que fizemos o seguro saúde foi justamente quando precisamos dele.

Passamos a noite na casa da avó do Erik, como eu contei no último post. Como chegamos lá já tarde, a programação da manhã seguinte era conhecer a fazenda antes de seguirmos viagem. Estávamos super interessados, já que a propriedade pertence à família há várias gerações e está carregada de histórias.

Mal havíamos saído da casa quando um monte de madeira cortada chamou minha atenção. O estoque de lenha para o aquecimento no inverno que se aproximava já estava pronto. Mas o que mais me impressionou foi saber que aquele era um serviço manual. O Erik mesmo disse que fazia aquele trabalho várias vezes. É claro que a gente quis ver como é que eles transformavam as árvores em pedacinhos tão pequenos. O Erik fez uma demonstração e depois a Laura e o Eduardo também quiseram experimentar a vida rural da Suécia.

Erik nos ensinando a cortar lenha

A vez da Laura...... e a do Eduardo

Foi essa a idéia de jerico… Já dá para imaginar o que aconteceu, né? O Eduardo acabou se ferindo com o machado. 🙁

O pai do Erik fez um ótimo curativo com uma completíssima caixa de primeiros socorros que havia na fazenda e nós nos despedimos mais cedo rumo ao o pronto-socorro. O GPS nos levou para hospital mais próximo, em Sollefteå, a cerca de 20 km da fazenda. Tivemos muita sorte por estar com a Laura e o Erik quando precisamos de atendimento. A Laura resolveu tudo no hospital, conversando na recepção e depois com as enfermeiras e com o médico. Até ali muitas pessoas falavam inglês, mas foi um grande conforto tê-la conosco naquele momento falando sueco.

Sollefteå tem menos de 10 mil habitantes, mas o hospital dá inveja a muitas cidades grandes brasileiras. O atendimento foi exemplar. Quando souberam que estávamos ainda no início da viagem e que na hora de tirar os pontos, dali a duas semanas, estaríamos em algum país do Báltico, eles nos deram os materiais para trocar o curativo e até mesmo pinça e uma espécie de estilete para que eu mesma pudesse retirar os pontos. Fiquei encantada com a atenção deles!

O procedimento do seguro saúde foi muito mais simples do que eu esperava. Eles só tiraram uma cópia da apólice e do passaporte do Eduardo e disseram que eles mesmos entrariam em contato com a seguradora. Simples assim, sem nenhuma dor de cabeça! Mas talvez esse seja o procedimento na Suécia, não seu se funciona da mesma forma em qualquer país.

Como demoramos no hospital, almoçamos em Sollefteå. A cidade é pequena e já havia passado da hora do almoço, então não havia muitas opções. As ruas estavam vazias e a maioria das lojas fechadas, mas ainda assim gostei de ter passado por lá. A cidade é uma gracinha! Mas isso não é novidade, já que, como eu já disse, não existem lugares feios na Suécia.

Sollefteå

Sollefteå

Nosso destino do dia era Höga Kusten, uma região na costa da Suécia, mais um Patrimônio da Unesco. A “Costa Alta”, fica no Golfo de Bothnia, uma extensão do Mar Báltico entre a Suécia e a Finlândia, e é famosa por suas belas paisagens e vilas de pescadores. O que nos levou até lá foi outro motivo: a Laura e o Erik iriam escalar uma montanha. E nós ficamos lá embaixo esperando e tirando fotos.

Höga Kusten- Via Ferrata

Escalada em Höga Kusten

Höga Kusten

No dia seguinte já iriamos embora da Suécia, então passamos a noite em uma cidade um pouco mais ao sul, chamada Söderhamn. No caminho passamos por um cartão postal de Höga Kusten: Högakustenbron (Ponte da Höga Kusten), a segunda maior ponte suspensa da Escandinávia e a décima primeira do mundo.

Högakustenbron

Högakustenbron

Além das lindas memórias, essa viagem nos deixou uma lição: nunca viajar para o exterior sem um seguro saúde!

No próximo post, a nossa última parada na Suécia: Uppsala!

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10 Comments

  1. Nossa que susto, li agora no twitter e achei que tivesse acontecido alguma coisa séria.
    Ufa! Que bom que deu tudo certo com o seguro e com o Eduardo!

    • Se não tivéssemos feito o seguro com certeza a dor de cabeça teria sido maior. Ainda bem que o acidente não chegou a atrapalhar o restante das férias. 🙂

  2. Adorei a narração, li tudinho…mas vcs não me contaram neste episódio…ainda bem que td correu bem.

  3. Marianapalazzo

    Camila eu e o Marcelo sempre compramos a passagem com o cartão platinum que o seguro sai de graça!! Aproveito a oportunidade para dizer que adorei as fotos da viagem e fiquei doida para conhecer esses lugares!! bjokas.

    • Mari, que bom te ver por aqui! 🙂

      Nós demos bobeira e só fomos procurar saber sobre o cartão depois de termos comprado as passagens. Compensa muito aproveitar a vantagem do cartão. É uma boa economia! Beijos!

  4. Camila

    Ainda bem que tudo não passou de um susto e que puderam continuar a viagem…Quando vcs vieram para cá não vou deixar que façam nada assim tão radical…como cortar lenha… 🙂
    Beijos

  5. Ai, ainda bem que tudo deu certo! Seguro saúde sempre! Os hospitais deles são igualzinhos aos nossos, né? 😉

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