Algumas Horas em Amsterdã

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AmsterdãÉ até engraçado. Desde que comecei a trabalhar, em 2005, todos os anos eu monto inúmeras planilhas de viagem antes de escolher o destino das férias. A Europa sempre aparece entre as opções e Amsterdã está na maioria dos roteiros que imagino, seja formando um trio com França e Bélgica ou como ponto de partida de uma viagem rumo a Berlim e Praga. Mas, quando veio a real oportunidade de ir à Europa, Amsterdã se transformou apenas em conexões rápidas na ida e na volta. Teria sido assim se nosso vôo da Estonian Air partindo de Vilnius (comprado junto com a passagem intercontinental da KLM) não tivesse sido cancelado. A melhor opção para não perder um dia inteiro de viagem em aeroportos foi antecipar nossa saída da Lituânia e passar o dia anterior à nossa volta para o Brasil em Amsterdã.

As mudanças de fuso horário nos beneficiaram. Embarcamos no vôo das 6h35 para Copenhagen e de lá pegamos um outro vôo para Amsterdã, onde chegamos às 7h50. No aeroporto pegamos os vouchers da KLM para transporte e hospedagem e então fomos de ônibus para o hotel em que eles nos acomodaram, o Schiphol A4, na região do aeroporto. O hotel era ótimo, estilo executivo. O quarto era super confortável e é claro que foi o melhor de toda a viagem. Depois de semanas em albergues barulhentos, até que as mudanças no nosso vôo foram um bom negócio.

O almoço no hotel estava incluído na nossa hospedagem, então preferimos almoçar antes de sair. Depois pegamos o ônibus do hotel para aeroporto e de lá pegamos um trem para a Estação Central de Amsterdã, o que fez com que começássemos nosso passeio já meio tarde, por volta das 13h.

Como teríamos pouco tempo, não nos preocupamos em descobrir pontos turísticos ou visitar qualquer atração. Seria insanidade querer programar algo para um tempo tão curto. Então, munidos apenas de um mapa que pegamos no aeroporto para sabermos o caminho de volta, saímos andando sem rumo, contornando os canais, às vezes reconhecendo um ou outro ponto sobre o qual já havíamos ouvido falar.

Praça Dam - Amsterdã

Palácio Real - AmsterdãMadame Tussauds - Amsterdã

Amsterdã

Bicicletas em AmsterdãBicicletas em Amsterdã

Bicicletas em Amsterdã

Livres de qualquer pressão ou obrigação, não nos preocupamos em tornar o dia mais ou menos produtivo. Aquele passeio era um bônus. Não visitamos nenhum museu, não tentamos saber a história do lugar, não fizemos nada!  Apenas andamos observando o que víamos. Tomamos sorvete, tiramos dezenas de fotos, nos sentamos nas praças, pegamos sol, chuva e muito, muito vento!

Canal em Amsterdã

Canal em AmsterdãCanal em Amsterdã

Canal em Amsterdã

Amsterdã

Canal em Amsterdã

Quando já estávamos exaustos (tínhamos acordado às 4h!), a preguiça falou mais alto e encaramos um tour de barco. Se era para apenas apreciarmos a arquitetura da cidade, por que não fazê-lo sentados e protegidos do vento? O passeio durou uns 40 minutos e foi a melhor opção para aproveitarmos a cidade com o pouco tempo e disposição que tínhamos.

Passeio de barco - AmsterdãPasseio de barco - Amsterdã

Passeio de barco - Amsterdã

Passeio de barco - AmsterdãPasseio de barco - Amsterdã

Passeio de barco - Amsterdã

Passeio de barco - AmsterdãPasseio de barco - Amsterdã

Passeio de barco - Amsterdã

Ainda não havia anoitecido quando nos rendemos e voltamos para o hotel. É claro que não conhecemos realmente Amsterdã, mas para mim foi uma experiência um pouco diferente. A verdade é que não me apaixonei pela cidade, pelo menos não à primeira vista. Senti que Amsterdã é bonita, viva, vibrante, mas a impressão que tive é que a cidade é muito moderna e eu sou muito careta… Não me encontrei ali. Mas, como algumas horas não são suficientes para ter uma impressão real de nenhum lugar, com certeza ainda vou dar outra chance a Amsterdã e conhecê-la como se deve. Quem sabe fazendo um trio com França e Bélgica ou como ponto de partida de uma viagem rumo a Berlim e Praga? 😉

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8 Comments

  1. Gosto muito de Amsterdam, não acho uma cidade tão moderna, mas não é uma verdadeira “paixão” para mim e não considero como no top10 das cidades européias a visitar.
    Eh bom passear pelos canais e pontos, uns mais românticos do que os outros, a cidade conta com bons museus e exposições, muita história, mas toda aquela parte perto da estação central não é muito bonita. A noite a cidade é relativamente animada, mas eu acho uma cidade-vitrine (além das famosas “vitrines” do bairro vermelhor). Explico: apartamentos e residências lindíssimas com grandes janelas sem cortinas, iluminadas mas sem ninguém. Decorações dignas das mais belas revistas de decoração. Um caro livro de arte deixado minuciosamente aberto sobre uma mesa de centro. Flores frescas e magníficas. As vezes um gato de raça sobre o sofá. E nenhum ser humano ali naquele ambiente. Eu adoro passear à noite pelas ruas e observar o interior das casas!

    • Milena, na Suécia eu adorava observar as janelas das casas e apartamentos, também sem cortinas e sempre decoradas com flores, livros, abajures delicados. Em Amsterdã gostei das casas dentro dos barcos, que também pareciam decoradas para os que passavam por lá. Também sou dessas que anda olhando pra dentro das casas. 😉

  2. Engraçado que esta mesma história aconteceu comigo em Madri! Voltava de Praga e o avião atrasou tanto para sair por causa de uma nevasca que quando chegamos a Madri o voo para o Brasil já tinha ido faz tempo. Ou seja, dá-lhe ficar em Madri, dormir, acordar e passar algumas horas na cidade antes de pegar o voo para o Brasil. Mas ao contrário da sua, nossas impressão foi bem diferente. Fomos ao Palácio Real e passeamos pelas praças del Sol e Mayor e foi tão bacana que acabamos programando uma ida a Espanha para ficar dias em Madri 🙂

    • Lu, depois da frustração inicial, esses cancelamentos e atrasos podem acabar sendo uma boa surpresa, né? Ontem eu até conversei com o Eduardo sobre o que sentimos em relação a Amsterdã. Acho que o cansaço, não só do dia, mas o acumulado durante toda a viagem, acabou sendo um importante fator. Tanto que eu penso em voltar para mudar minha impressão. Tenho certeza de que vou descobrir muita coisa legal lá, assim como você em Madri. 🙂

      Beijos!

  3. Bruno Cardoso

    É! Amesterdão (como se diz em português de Portugal) parece ser apenas uma metrópole, em que os grandes ex-libris são seus imensos canais. Não por acaso é considerada a Veneza do norte europeu, tal como São Petersburgo. Quando for lá, quero conhecer igualmente Haia, Roterdão e Antuérpia.

    • Bruno, acho que Amsterdã tem muita coisa legal (os museus, por exemplo, são famosos), mas apenas algumas horas não foram suficientes para nos encantar de cara. Numa próxima viagem eu também gostaria de ir ao interior. Além de conhecer a capital melhor, é claro!

  4. Toda vez que vou a Amsterdam eu não sei o que pensar. Amsterdam é linda, mas é meio caótica, muito multiculturalismo (o que é ótimo para os estrangeiros que moram lá, mas para turistas não dá pra sentir a atmosfera holandesa).

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