Revisitando o Inhotim

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InhotimNo final do ano passado, a Laura e o Erik, aqueles amigos que tão bem nos receberam na Suécia, vieram nos visitar. Retribuir a hospitalidade deles não era tarefa fácil, então tentei montar um roteiro para mostrar o melhor da região no pouco tempo que teríamos juntos. Para fazer isso em apenas um fim de semana é preciso sacrificar muitas atrações, por isso escolhi aquelas que não teriam erro. Poderíamos ter ficado apenas em Belo Horizonte e ainda assim não teríamos conseguido ver tudo, mas eu tinha que levá-los ao Inhotim! Sabe um daqueles passeios que a gente tem certeza que vai agradar? O Inhotim é um deles! Pode ir sem medo! Até hoje eu não conheci uma só pessoa que não tenha voltado de lá cheia de elogios.

Já fazia 4 anos que tínhamos ido ao Inhotim pela primeira vez e de lá para cá eu fiquei só acompanhando as notícias sobre a inauguração de novas obras e galerias. A verdade é que já estava passando da hora de voltar! A primeira impressão quando chegamos lá novamente foi de que o Inhotim continuava o mesmo. Vimos os mesmos lindos jardins, muitas obras já conhecidas e os mesmos cantinhos gostosos para descansar.

Inhotim

InhotimInhotim

InhotimBancos de madeira no Inhotim

Inhotim

Inhotim

Inhotim

Mas bastou dar uma olhadinha no mapa para perceber que o Inhotim cresceu demais! Já não é mais possível conhecer tudo em um só dia. Ou melhor, talvez até seja, mas é preciso se programar e chegar cedo. Nós chegamos lá quase meio-dia e ficamos até 17h e não deu para ver tudo. Preferimos percorrer tudo a pé, até porque achamos o preço dos carrinhos elétricos bem salgado (R$ 20,00 por pessoa), mas ao final da tarde estávamos completamente exaustos. O calor de dezembro também não ajudou, mas talvez chegando mais cedo (o museu abre às 9h30) seja possível ver muito mais.

True Rouge, galeria de Tunga no Inhotim

True Rouge, galeria de Tunga no Inhotim

Boxhead, obra de Paul McCarthy no InhotimA Bica, obra de Marepe no Inhotim

Galeria Adriana Varejão

Troca-Troca, obra de Jarbas Lopes no Inhotim

Como não deu tempo de ir até as galerias mais afastadas, acabamos não conhecendo muitas obras novas, mas às vezes topávamos com uma ou outra que não estava ali há quatro anos, como as galerias Cosmococa, uma sequência de obras de Hélio Oiticica e Neville d’Almeida que exploram bastante os sentidos através de redes, colchões, sons e luzes,  e a Vegetation Room Inhotim, obra de Cristina Iglesias que se mistura à vegetação e quase passa despercebida à distância.

Vegetation Room Inhotim, obra de Cristina IglesiasVegetation Room Inhotim, obra de Cristina Iglesias

No calor que enfrentamos, algumas galerias são um verdadeiro refresco. Entramos na Galeria Folly e o ar-condicionado estava tão refrescante que não queríamos mais sair de lá. Mas a construção espelhada refletindo a paisagem ao seu redor nos convida a brincar com a câmera fotográfica.

Galeria Folly, de Valeska Soares

Galeria Folly, de Valeska Soares

Dentre as obras temporárias que vimos na primeira vez, algumas foram embora, umas se tornaram definitivas e outras só mudarem de lugar. Uma que eu adorei e que está em exposição na Galeria Fonte é o filme The last silent movie, de Susan Hiller, que não tem nada de silencioso e trata de línguas extintas ou em extinção. Uma das minhas preferidas e que já estava lá na primeira visita se chama Forty Part Motet e está em exposição na Galeria Praça. São 40 caixas de som, cada uma delas reproduzindo a voz de um integrante do coral da Catedral de Salisbury. Simplesmente maravilhoso! Mas, como gosto não se discute, o jeito é andar bastante e descobrir qual a sua obra favorita.

Viewing Machine, obra de Olafur Eliasson no InhotimViewing Machine, obra de Olafur Eliasson no Inhotim

Brincando na Viewing Machine

Uma obra nova no Inhotim?

InhotimInhotim

Passeando no Inhotim

Eu judiei um pouquinho dos nossos hóspedes quando, já no fim da tarde, fiz questão de conhecer a nova Galeria Tunga, que fica um pouco afastada do eixo central do Inhotim. Mas ele é o autor de uma das minhas galerias preferidas até então, a True Rouge, então eu simplesmente tinha que conhecer o novo pavilhão totalmente dedicado às suas obras. E adorei! Éramos os únicos visitantes naquele momento e tínhamos a galeria só para nós. Meus companheiros acharam a composição música + ambiente meio macabra, mas eu gostei!

Galeria Tunga

Galeria Tunga

Galeria Tunga

Galeria TungaGaleria Tunga

Galeria Tunga

Galeria TungaGaleria Tunga

O passeio foi um sucesso! A Laura e o Erik adoraram e o Eduardo e eu só reafirmamos que adoramos o Inhotim. Só achei ruim não ter dado tempo de ver tudo que queríamos. Acho que o atual tamanho do Inhotim (e ele só vai continuar crescendo!) já inviabiliza conhecer tudo a pé em um só dia. Algumas obras exigem uma caminhada de 1,5 km apenas para ir e voltar delas. Desse jeito, somos obrigados a ir pelo menos duas vezes ou pagar pelo uso dos carrinhos elétricos, que, como eu já disse, são muito caros! Com obras cada vez mais distantes, acho que deveria haver um serviço de transporte interno gratuito. Essa é minha única crítica. A gentileza de todos que trabalham lá e  a estrutura continuam impecáveis.

Dicas Práticas para visitar o Inhotim:

  • Chegue cedo! O Inhotim é enorme e conhecê-lo por inteiro é uma tarefa árdua. Mesmo chegando assim que ele abre, às 9h30, é possível que você ainda não consiga ver tudo. Conforme-se e já planeje uma segunda (terceira, quarta…) visita.
  • Se possível, visite o Inhotim durante o inverno. Caminha-se muito durante o passeio e na maior parte do ano as temperaturas na região são altas. No verão, nem mesmo as sombras das árvores são capazes de amenizar o calor.
  • Leve uma garrafinha de água de casa. Você encontrará vários bebedouros ao longo do passeio para reabastecê-la.
  • Vá de sapato fechado e confortável e que seja fácil de tirar, pois para visitar algumas obras é preciso estar calçado com segurança e em outras é preciso entrar descalço.
  • No Inhotim há  três restaurantes (Tamboril- à la carte e buffet de saladas a preço fixo, Bar do Ganso – à la carte, e Oiticica – buffet por quilo) , algumas lanchonetes, um quiosque de cachorro-quente e uma pizzaria. Nós só compramos picolés em uma das lanchonetes e lanchamos na pizzaria, que fica no caminho para a Galeria Tunga. Como a pizza iria demorar a ficar pronta, fizemos o pedido e fomos visitar a Galeria. Quando voltamos ela estava quentinha nos esperando. O pedaço de pizza custou R$ 7,00.
  • Para informações atualizadas sobre valores e horários de visitação, consulte o site do Inhotim.
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18 Comments

  1. Camila Torres

    Nossa, mas eu fui pra lá há um ano e já tem um monte de coisa que eu não vi! Por isso é bom acompanhar as viagens dos outros. 🙂

  2. Boia Paulista

    Oi, Camila. Tudo bem? =)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

  3. Muito bom este post! adorei tb a foto da sua carinha nos espelhos. o Inhotim fica muito longe de BH? O seu post so aumentou a minha vontade de visitar esse lugar lindo!

  4. Conheci Inhotim em agosto do ano passado, é realmente maravilhoso! Acredito que a Galeria Tunga ainda não tinha sido aberta, ou eu a perdi no mapa! Somos de SC e recomendamos a todos os amigos que vão para MG.

    • Aline, acho que a Galeria Tunga é uma das mais recentes. Acho que foi inaugurada no segundo semestre do ano passado mesmo. Eu também recomendo a todos que passam por aqui! 🙂

  5. Caramba, faz 2 anos que estive em Inhotim e ele já cresceu horrores! Tenho que voltar! ^^
    Na época que fui, o ônibus que sai da rodoviária de BH só funcionava nos finais de semana e feriados, você sabe dizer se ainda é assim, Camila?
    Beijos,
    Lidia.

    • Lidia, olha só o que encontrei no site do Inhotim:

      “Traslado operado pela empresa Saritur.

      Saída Rodoviária de Belo Horizonte (plataforma F2)

      De terça a sexta-feira: saída às 9h00 e retorno às 16h30.

      Nos finais de semana e feriados: saída às 9h00 e retorno às 17h00.”

      Se as informações estiverem atualizadas, só não tem o ônibus às segundas! 🙂

      • Ai, que legal que rola transporte diário agora… Dá tranquilamente para ir e voltar dois dias seguidos e ter tempo de conhecer tudo! 🙂
        Abraço!

  6. Ironia do destino????lendo tudo aqui fiquei com vergonha de mim mesmo que tô sempre indo a Inhotim para reuniões e faz 5 anos que não passo das salas de reuniões..eheheheheh!
    vergonha né?
    Mas, desculpa, não acho caro pagar R$20,00 por pessoa pelo uso do carrinho eletrico! Pensa no investimento para ter aquilo a sua disposição, pensa na manutenção dos tais veículos, pensa em tudo que voce pode experimentar e vai ver que é barato. Além do mais, se você usar o carrinho voce se cansa menos e pode ver tudo de uma vez, maximizando sua viagem, ao invés de voltar no outro dia ou ter que empreender nova viagem para ver o resto. Para q uem tem pouco tempo ou não tem condições físicas, a melhor opção é o carrinho, com certeza.

    • Antonio, o conceito de caro e barato é bem relativo, né? rsrs Mas eu acho caro principalmente porque o carrinho já não é um luxo, mas sim uma necessidade para se conhecer todo o complexo. Bom, é usar o carrinho ou ir dois dias. A entrada nos finais de semana já custa R$ 28,00 e acrescente-se aí o carrinho e o preço das refeições lá dentro… Não que eu ache que o Inhotim não valha o investimento, mas acaba sendo um passeio bem caro, na minha opinião. Acho que pelo menos para as obras mais distantes poderia haver um transporte gratuito que comportasse mais gente, por exemplo, e que saísse de tanto em tanto tempo. Não precisaria ser um transporte particular.

      E na próxima vez pode dar uma escapadinha da sala de reunião para passear por lá, viu? Com ou sem carrinho! 😉

  7. Inhotim é esse lugar magico que da vontade de voltar sempre, e fiquei com um apertinho no coração por não ter ido nessa ultima ida à BH. E o apertinho aumenta vendo as fotos de lugares que não conheci porque não existiam ainda! As fotos estão lindas!

  8. Camila,

    o Inhotim é muito legal, e que ótimo que pegaram um dia bonito, só deixa o passeio ainda mais legal.
    E quanta coisa nova! Identifiquei vários lugares/obras que ou não fui ou não tinha, aí não sei…

    Bjos

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