Manaus: um passeio pelo centro histórico

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Não vou me atrever a dar dicas do que fazer num fim de semana em Manaus ou algo assim, me limito a contar como foi que aproveitamos nossos poucos dias na cidade. Como eu já contei aqui antes, Manaus era uma escala na nossa viagem para a Reserva Mamirauá, a grande cereja do bolo. Nosso tempo na cidade seria escasso – apenas uma tarde de sábado e um domingo inteiro – e esse tempo acabou sendo ainda mais reduzido por uma alteração no nosso voo com a Azul (de direto a partir de BH para um voo com escala em Campinas). Em vez de chegarmos de manhã, chegamos já no meio da tarde e assim nos restou ainda menos tempo para aproveitar Manaus. Ainda bem que não tínhamos feito muitos planos, assim nossa frustração não foi tão grande.

Com tão pouco tempo e sabendo que teríamos bastante contato com o Rio Amazonas e com a floresta nos próximos dias, preferimos focar no centro histórico de Manaus, então mal chegamos e corremos para o Teatro Amazonas. Ainda bem que a visita foi fantástica e já fez nossa curta estadia em Manaus valer a pena. Como eu já publiquei um post inteiramente dedicado a ele, não vou me alongar nas explicações aqui.

Teatro Amazonas

Antes e depois de visitar o Teatro Amazonas a gente aproveitou para conhecer um lugarzinho delicioso em Manaus, que é a Praça São Sebastião (ou Largo de São Sebastião, não sei qual é o certo). O chão da praça, com ondas pretas e brancas, representa o encontro das águas. Dizem que esse padrão veio antes de ser reproduzido no calçadão de Copacabana. Não sei qual veio primeiro, só sei que a história desse encontro faz bastante sentido em Manaus!

Praça São Sebastião - Manaus

Praça São Sebastião

Ao redor da praça ficam o Teatro Amazonas, a Igreja de São Sebastião e um casario histórico restaurado que é uma gracinha. Um dessas casinhas fofas abriga a Sorveteria Glacial, a mais famosa da cidade, onde a gente tem a chance de experimentar sorvetes de sabores regionais. Não importa o sabor, você vai precisar de sorvete para enfrentar o calor de Manaus!

Praça São Sebastião

 

Praça São Sebastião

Sorvete GlacialPraça São Sebastião

Para completar, foi ali também que tivemos nossa primeira experiência com a culinária amazônica no famoso Tacacá da Gisela. Como é que eu posso descrever o tacacá para quem não conhece? Ele é uma espécie de caldo que leva goma de tapioca, tucupi (caldo extraído da mandioca), folhas de jambu (uma erva que deixa a boca meio dormente) e camarão seco. Pra tornar o meu tacacá vegetariano, ele veio sem camarão. No começo achei interessante, mas é forte, não consegui comer minha cumbuca toda. Não vou mentir dizendo que gostei, mas valeu a pena experimentar. E você  tá aí achando que precisa ir à Ásia para experimentar comidas diferentes? 😉

Tacacá da Gisela

Tacacá vegetariano

Nas redondezas da Praça São Sebastião fica também o Palácio da Justiça, que hoje abriga um centro cultural, mas que nós não visitamos porque não deu tempo. Os horários de funcionamento das atrações em Manaus nos finais de semana não são muito amigáveis para os turistas. No domingo, por exemplo, o Palácio da Justiça só abre às 17h. Como chegamos na cidade no sábado à tarde e partimos na segunda de manhã, não sobrou muito tempo para ver as principais atrações. Tivemos que escolher e por isso o Palácio ficou de fora. Bom, mas dizem que é legal. A entrada é gratuita.

Palácio da Justiça

Já tinha rolado sorvete e tacacá, mas à noite ainda jantamos no Restaurante Banzeiro, um dos mais renomados de Manaus. Ele não fica no centro histórico, então fomos até lá de táxi. Como era de se esperar, o cardápio era recheado de pratos com peixes e nada apropriado a vegetarianos. Enquanto o resto da mesa se esbaldava com uma moqueca de pirarucu, eu fiz uma combinação de entradas: dadinhos de tapioca com geleia de cupuaçu e espetinhos de queijo coalho com melado de açúcar. Estava tudo delicioso e eu não levei susto, pois já tinha consultado o cardápio no site do restaurante, mas acho que algumas opções de pratos principais para vegetarianos viriam a calhar.

Restaurante Banzeiro - Dadinhos de Tapioca

Na manhã seguinte visitamos uma das poucas atrações do centro histórico que abria cedo: o Museu Casa Eduardo Ribeiro. Confesso que eu não me lembrava de já ter ouvido falar em Eduardo Ribeiro, o maranhense que foi governador do Amazonas no final do século XIX e responsável pela transformação de Manaus na “Paris dos trópicos”. A construção do Teatro Amazonas e do Palácio da Justiça foram ideia dele, além de várias obras de modernização da cidade. Gostei de conhecer a história desse homem, um negro que nasceu pobre e acabou se tornando governador numa época em que o Brasil era ainda mais preconceituoso do que é hoje. A entrada ao museu é gratuita e ele fica aberto de terça à sexta, das 9h às 16h, e aos domingos, das 9h às 13h. (Não encontrei site oficial de nenhuma das atrações de Manaus que cito aqui, então não garanto as informações sobre os horários.)

Museu Casa Eduardo RibeiroMuseu Casa Eduardo Ribeiro

De lá seguimos para a Feira da Eduardo Ribeiro, que, como o próprio nome entrega, fica na Avenida Eduardo Ribeiro. É uma feira bem bacana, com muito artesanato local e comidas típicas. Achamos que seria um bom lugar para experimentar o X-caboquinho, um sanduíche recheado com queijo coalho e tucumã (uma espécie de palmeira), mas o bendito já tinha acabado em todas as barracas. Passei vontade!

Feira da Eduardo Ribeiro - Manaus

Feira da Eduardo Ribeiro

Na falta do X-caboquinho, fomos almoçar no Tambaqui de Banda, na Praça São Sebastião. Mais uma vez os vegetarianos não tinham muita chance e eu tive que me contentar com pastéis de queijo e com a banana assada de sobremesa.

Tambaqui de Banda - Pastel de queijo

No fim da tarde chegou a hora de seguirmos para a Praça Heliodoro Balbi para visitar o Palacete Provincial, o prédio que abrigou diversas repartições publicas e que agora sedia cinco museus: o Museu de Numismática, o Museu Tiradentes, o Museu da Imagem e do Som, o Museu de Arqueologia e a Pinacoteca do Estado. É um passeio muito bacana! A entrada é gratuita. Para mais detalhes, veja o post da Silvia no Matraqueando sobre o Palacete Provincial. Foi ela que me fez incluí-lo no roteiro!

Praca Heliodoro Balbi

Palacete Provincial

Palacete Provincial

E para saber sobre outros passeios em Manaus fora do centro histórico, veja os posts da Anna Bárbara no blog Nós no Mundo. A Anna publicou uma série bem completa sobre a cidade que acabou sendo a minha principal fonte de informação. Pena que não tive tempo de fazer nem metade do que ela indica!

HOSPEDAGEM EM MANAUS

No Centro Histórico: Hotel Saint Paul

Esse hotel foi mais uma indicação da Anna. Como teríamos pouquíssimo tempo em Manaus e preferimos focar apenas nas atrações do centro histórico, era lá que tínhamos que ficar. No geral achei os hotéis de Manaus muito caros e, considerando a média, o Hotel Saint Paul tinha um bom custo-benefício. Ele fica a duas quadras do Teatro Amazonas, então foi a melhor opção para nós. De dia andamos muito a pé pela região, mas confesso que à noite não sentimos muita segurança.

Ficamos num quarto triplo bem espaçoso. Havia um cama de casal no quarto, uma de solteiro na sala e televisão nos dois cômodos. O banheiro era bom, sem nenhum problema. O café da manhã e o atendimento também foram bons. Recomendo muito para quem quiser ficar perto das atrações do centro de Manaus.

Para mais informações e reservas, clique aqui.

Hotel Saint Paul - Quarto

Hotel Saint Paul (4)

Hotel Saint Paul - BanheiroHotel Saint Paul - Banheiro

Hotel Saint Paul - Vista do quarto

Perto dos shoppings: Hotel Express Vieiralves

Na volta da Reserva Mamirauá passaríamos apenas uma noite em Manaus antes de voltar para casa, mas coisa rápida, chegando à tarde e saindo na manhã seguinte. Não daria para fazer quase nada, então não nos preocupamos em ficar perto de nenhuma atração. Preferimos conhecer outra região da cidade e assim fomos parar no Hotel Express Vieiralves. O quarto era bom, novinho. Uma desvantagem é que não tem café da manhã.

O hotel fica numa região cheia de bares, ao lado do bairro Adrianópolis. Não andamos muito por lá, só sei que nas avenidas por ali os pedestres não tinham vez. No interior do bairro a caminhada era mais tranquila, então acho que é uma boa opção para quem quer ficar próximo da vida noturna da cidade e dos shoppings, inclusive o famoso Manauara.

Para mais informações e reservas, clique aqui.

Hotel Express Vieiralves

Hotel Express Vieiralves

Veja todos os posts sobre a minha viagem ao Amazonas.

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