Os 10 povos mais simpáticos do mundo

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Esta é uma tarefa gostosa: escolher os 10 povos mais simpáticos do mundo. Pensar nas pessoas boas que cruzaram nosso caminho durante as viagens é um exercício que me dá um calorzinho no coração. Não são apenas os lugares lindos que me encantam. Para falar a verdade, a beleza das paisagens e construções até perde a graça quando sinto que não sou bem recebida em um lugar. O que costuma me marcar são os sorrisos que recebo, as palavras trocadas mesmo quando não falamos uma mesma língua. As melhores lembranças de viagem que tenho surgiram assim.

É uma lista bem pessoal e o título correto desse post deveria ser “Os 10 povos mais simpáticos do meu mundo“, pois se trata realmente do meu mundo, daquilo que eu conheço. E, além do meu mundo ser apenas um recorte desse mundão, minhas impressões foram influenciadas por inúmeros fatores, dentre eles a sorte e o meu humor no momento. Pode ser que tenhamos impressões completamente diferentes dos mesmos povos ou lugares e isso só reforça que cada viagem é única.

A lista não está em ordem de simpatia, talvez apenas os primeiros lugares. Tentei lembrar os países que me marcaram pela receptividade de seu povo e os primeiros três ou quatro nomes vieram fáceis. Depois parei para pensar mais um pouquinho e a lista foi crescendo. Não fiquei revendo muito minhas escolhas, pois sei que fazendo isso surgiriam muitas dúvidas do tipo “será que os peruanos não foram mais simpáticos que os georgianos”? Mas é apenas uma brincadeira, não levemos essa lista tão a sério!

Agora chega de ladainha, vamos ao que interessa: a tal lista dos 10 povos mais simpáticos do mundo! Quer dizer, do meu mundo. =)

1. Cambojanos

Acho que sobre o primeiro lugar não há disputa, ele não poderia ser ocupado por outro povo além do cambojano. Se você conhece o Camboja provavelmente entende o que estou falando. A doçura dos cambojanos é difícil até de descrever. Como eles são gentis! As diferenças culturais e a clara desigualdade econômica entre nós, turistas, e a maioria dos cambojanos em certos momentos fez com que eu me sentisse até desconfortável com tanta gentileza. Na hora de partir, ao me despedir do motorista de tuk-tuk e dos funcionários do nosso hotel em Siem Reap, eu até chorei.

Veja meus posts sobre o Camboja.

Phnom Penh

Rua de Phnom Penh, capital do Camboja

2. Albaneses

A Albânia tem alguns problemas que costumam afastar muitos turistas, dentre eles o transporte deficitário e um grande preconceito por parte de outros países europeus, mas quem encara o desafio é recompensado com a simpatia dos albaneses. Sem dúvidas a Albânia foi o país europeu em que fomos mais bem recebidos. Há um misto de receptividade autêntica com a atenção concentrada pelo ainda pequeno número de turistas que faz com que nos sintamos especiais. Sem contar que é fácil ver crianças com camisas da seleção brasileira ou encontrar alguém que arranhe uma palavra em português porque assiste às nossas novelas.

Tirana

Tirana, capital da Albânia

Nós ficamos desconfiados, mas o motorista da van não perguntou em que pousada ficaríamos hospedados em Berat para nos vender alguma outra, ele realmente queria nos deixar o mais próximo possível da nossa. E o garoto que fez o mesmo assim que descemos da van não queria nenhum trocado, ele só queria nos levar até a porta da nossa pousada. Esses são só alguns exemplos das gentilezas que recebemos e é por isso que amei tanto a Albânia.

Veja meus posts sobre a Albânia.

3. Armênios

Na Armênia a língua era um fator que complicava a comunicação. Pouca gente falava inglês e nós não falávamos armênio ou russo. Já comentei a falta que me faz saber russo, já que adoro viajar para países da extinta União Soviética? Sei só rudimentos, mas pelo menos conheço o alfabeto cirílico, o que já me ajudou em muitos países.

Feira no Mosteiro de Geghard

Feira no Mosteiro de Geghard

Mas voltemos à Armênia! Mesmo quando não conseguíamos falar mais que meia dúzia de palavras em comum, nos entendíamos. E mesmo de forma mais reservada, os armênios nos tratavam muito bem. Comparo a Armênia com a Albânia, porque é outro país com problemas estruturais e ainda com poucos turistas, mas que também me conquistou definitivamente pela receptividade de seu povo.

Veja meus posts sobre a Armênia.

4. Cubanos

Em Cuba a história já muda! Não faltam turistas, há sim muitos golpes nas ruas, mas eles são latinos como nós! O povo cubano me pareceu muito parecido com o brasileiro. Há ainda outro fator: eles gostam do Brasil! Eles consomem muito nossa cultura, ouvem nossas músicas, assistem às nossas novelas, então a identificação é mais fácil. Ficamos mais desconfiados em Havana, mas no interior, em Trinidad e Cienfuegos, baixamos um pouco a guarda e tivemos ótimas experiências conhecendo os cubanos.

Veja meus posts sobre Cuba.

A vida em Trinidad

Fim de tarde em Trinidad

5. Uruguaios

O Uruguai não poderia ficar de fora dessa lista, ainda mais na comemoração de 10 anos do Viaggiando! Nossa viagem de carro ao Uruguai e Argentina foi a primeira que relatei aqui no blog e depois disso já voltamos ao Uruguai e planejamos ir de novo, de tanto que gostamos. E a forma com que os uruguaios nos receberam com certeza contribui para isso. Não me esqueço do dia em que estávamos indo de Colonia del Sacramento para Salto e nos perdemos dentro de uma cidade. Paramos para perguntar o caminho para a ruta e o senhor, não contente em nos explicar, nos guiou até lá. Sabe um daqueles gestos que deixam nosso dia mais feliz?

Veja meus posts sobre o Uruguai.

Gentileza uruguaia

Gentileza uruguaia

6. Letões

Aposto que você não esperava encontrar os letões nessa lista! Talvez você esteja até mesmo se perguntando quem são os letões. Já explico: letão é quem nasce na Letônia, aquele país no Báltico, ali entre a Estônia e a Lituânia. Eu também não poderia imaginar que seríamos tão bem recebidos lá. Sabe aquelas gentilezas que acontecem na rua, quando desconhecidos param para te ajudar desinteressadamente? Aconteceu conosco diversas vezes na Letônia. O gesto geralmente vinha de pessoas que não falavam inglês, então a comunicação se dava quase que por mímicas. Foi uma grata surpresa!

Veja meus posts sobre a Letônia.

Sigulda

Em Sigulda, no interior da Letônia

7. Portugueses

Esse talvez seja o item mais polêmico da lista, pois já vi muita gente dizer que foi mal recebido em Portugal. Nós talvez tenhamos tido sorte, mas o fato é que a maioria dos portugueses que cruzaram nosso caminho foram muito gentis e receptivos. E que delícia era poder conversar com eles na mesma língua nativa! Com suas diferenças, mas ainda assim a mesma língua. Não foi à toa que me apaixonei tanto por Portugal!

Veja meus posts sobre Portugal.

Lisboa

Uma das lindas vistas de Lisboa

8. Vietnamitas

Já para mim mesma esse deve ser o item mais polêmico. Assim como em Cuba, no Vietnã também ficamos o tempo todo alertas com medo de sermos passados para trás, mas acho que não dá para negar que em geral os vietnamitas eram bem simpáticos. O que os colocou em desvantagem foi a comparação. Depois de visitar o Camboja, qualquer país ficaria prejudicado. Por isso digo que a ordem correta da minha viagem ao Sudeste Asiático seria Vietnã, Laos (para descansar da loucura de Hanói) e então Camboja (que eu amaria de qualquer forma).

Veja meus posts sobre o Vietnã.

Hanói

Trânsito nas ruas de Hanói

9. Georgianos

A tal comparação que colocou o Vietnã em desvantagem fez o mesmo com a Geórgia. Nós até passamos por lá primeiro, mas logo seguimos para a Armênia. Depois de sermos tão bem tratados pelos armênios, os georgianos até nos pareceram sisudos, mas só mesmo pela comparação, pois na verdade fomos muito bem tratados na Geórgia também. Mais uma vez a língua era um agente dificultador, mas a linguagem dos sorrisos é universal.

Veja meus posts sobre a Geórgia.

Tbilisi

Tbilisi, capital da Geórgia

10. Mineiros

Opa! Bairrismo detectado! Mas como eu deixei bem claro desde o início, essa lista é totalmente pessoal, então posso me dar ao luxo de colocar Minas Gerais em meio aos 9 países, né? Porque falar brasileiros seria fácil, mas na verdade eu acho a hospitalidade mineira uma característica marcante do meu estado. Talvez seja simplesmente uma identificação com minha cultura, mas como vejo turistas de outros estados falando o mesmo acho que não é só impressão minha. Mas como ainda tenho muito chão a desbravar nesse Brasil, pode ser que algum estado ainda me faça mudar de opinião. Qual seria o seu palpite?

Veja meus posts sobre Minas Gerais.

Datas, Minas Gerais

Cena do interior mineiro, em Datas – MG

E aí, o que acharam da minha lista? Conhecem alguns dos países? Concorda com minhas opiniões? Vou adorar ouvir as histórias de vocês nos comentários!

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6 Comments

  1. Bom ouvir isso sobre os albaneses! Eu tive uma experiência tão ruim em uma cidade de maioria albanesa em Montenegro que tenho vontade de ir a Albânia só para desfazer a impressão.
    Nunca na minha vida fui tão assediada, e minha amiga sofreu preconceito quando perguntou direções em montenegrino. Só conseguimos informações quando ela falou que éramos as duas brasileiras. E o tempo todo não vimos nenhuma outra mulher na rua, só grupos de homens, então foi bem estranho.

    • Camila Navarro

      Que chato, Julia! Isso de ver mais homens nas ruas, especialmente nos bares e restaurantes, percebi algumas vezes na Albânia também, e mesmo assim não percebi assédio. Mas eu estava com o Eduardo, né? A gente sabe que isso pode fazer diferença. Mas tem a questão da sorte que mencionei também. Espero que sua experiência na Albânia seja melhor!

  2. Acho que você é a terceira pessoa que ouço falar assim dos Cambojanos! Quem sabe o Camboja entra na minha próxima viagem…

  3. Poliana Mendes

    hahaha… “Bairrismo detectado” foi ótimo. Se é pra falar de bairrismo, ainda não conheço Minas, mas posso lhe garantir que o povo cearense também é muito hospitaleiro. Para além da capital e das praias famosas, o Estado possui também em seu interior muita riqueza e gente hospitaleira e com o coração aberto aos visitantes. Pena que o Governo do Estado não investe em turismo no interior, o que faz com que os demais brasileiros pensem que somos só praia, quando temos, também, tanta riqueza cultural e arqueológica continente adentro.

    • Camila Navarro

      Poliana, é uma pena que nosso governo realmente não invista no turismo. Somos um país riquíssimo, de norte a sul. Estamos precisando passear pelos estados uma da outra! =)

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