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O Vale Sagrado dos Incas

Vale Sagrado Acho que a maioria da pessoas, quando pensa em uma viagem ao Peru, só consegue imaginar Machu Picchu. É claro que esse é o ponto alto da viagem, aquela atração que a gente deixa para o final, para fechar a viagem com chave de ouro, mas se engana quem pensa que as grandes maravilhas deixadas pelos incas estão restritas a Machu Picchu. Além do pouco que sobrou em Cuzco e nas ruínas ao seu redor, existem outros sítios arqueológicos grandiosos e super preservados que com certeza não são apenas coadjuvantes.

O Vale Sagrados dos Incas fica entre Cuzco e Machu Picchu, a 2.800 metros de altitude, no vale do Rio Urubamba. As terras férteis, a água abundante e o clima agradável fizeram com que os incas escolhessem essa região para estabelecer seus povoados e desenvolver a agricultura. Hoje, além das belas paisagens naturais, quem conhece o Vale Sagrado encontra também incríveis construções que retratam bem o que foi o império inca. Várias excursões ao Vale Sagrado partem de Cuzco diariamente. Geralmente o passeio é feito em um trajeto circular que engloba os povoados de Pisac, Ollantaytambo, Urubamba e Chinchero, retornando a Cuzco no fim do dia.
 
Vale SagradoVale SagradoVale Sagrado
Nossa primeira parada foi em Pisac, a cerca de 30 km de Cuzco. O mais comum é visitar o povoado aos domingos, quando ocorre uma feira de artesanatos indígenas, ou às terças e quintas, quando também há uma feira, mas em tamanho menor. Nós não fomos em nenhum desses dias da semana, o que para nós não foi um problema, já que assim tivemos mais tempo para explorar as ruínas de Pisac.

Para chegar às ruínas é preciso enfrentar uma caminhada. A distância até que não é grande, o problema é que, como sempre, temos que subir! Sem contar que a trilha não transmite muita segurança...
 
Trilha em PisacTrilha em PisacTrilha em PisacTrilha em Pisac
 
Apesar de não ser muito aconselhável ficar olhando para o lado enquanto andamos nas trilhas estreitas, durante o percurso temos uma ótima vista do povoado de Pisac e das terrazas incas, os cortes planos feitos na montanha para desenvolver a agricultura e que são utilizadas até hoje.
 
PisacTerrazas incasPisacTerrazas incas
A primeira visão que temos das ruínas de Pisac é de cima e é tão interessante quanto a que temos quando nos aproximamos. E o melhor é que muitas construções quase não foram destruídas pelo homem ou pelo tempo.
 
Ruínas de PisacRuínas de PisacRuínas de PisacRuínas de Pisac

Infelizmente a chuvinha fina que nos acompanhou o dia todo começou a engrossar e tivemos que voltar para nosso ônibus. Depois do almoço em Urubamba, seguimos para Ollantaytambo. Há quem diga que seus monumentos são ainda mais impressionantes do que os encontrados em Machu Picchu. Rivalidades à parte, o lugar é mesmo maravilhoso!

OllantaytamboOllantaytamboOllantaytamboOllantaytambo
 
Quem decide enfrentar a escadaria não se decepciona. Depois de avistar as enorme pedras no topo da montanha, algumas pesando quase 10 toneladas. Depois saber que elas só são encontradas em um canteiro a vários quilômetros dali, é impossível não se perguntar como os incas realizavam essas façanhas!
 
OllantaytamboOllantaytamboOllantaytambo

Outra curiosidade de Ollantaytambo é uma figura formada em uma das montanhas que circundam a cidade e que a crença popular diz ser a face do deus Viracocha. Ao seu lado há uma construção que provavelmente tratava-se de uma prisão ou um silo de alimentos.

ViracochaViracochaOllantaytambo

De volta à cidade, conhecemos uma rua original do tempos incas (e um dos canais de água que abastecem a cidade) e tivemos sorte de presenciar uma festa popular.

OllantaytamboOllantaytamboOllantaytamboFestival em OllantaytamboFestival em Ollantaytambo22a

Nosso passeio pelo Vale Sagrado terminou ali. Não retornamos com nosso guia para Cuzco e por isso não visitamos Chinchero, a última parada do tour.  Nosso destino era outro: às 18:58  pegamos o trem para Aguas Calientes, de onde partiríamos na madrugada seguinte rumo à Machu Picchu!

Trem para Machu Picchu

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